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```Cirurgia do Manguito Rotador: o que esperar antes, durante e depois
A cirurgia de reparo do manguito rotador é um dos procedimentos ortopédicos mais realizados no Brasil. Mas poucos pacientes chegam preparados para o pós-operatório. Entenda cada fase — e por que os primeiros 3 meses são decisivos para o resultado final.
Fratura do Úmero Proximal: quando operar e qual técnica usar
A fratura do úmero proximal é uma das lesões ósseas mais comuns em adultos acima de 60 anos. A decisão entre tratamento conservador e cirúrgico depende de fatores específicos que todo paciente e médico precisa conhecer.
Fisioterapia após cirurgia do ombro: o que o cirurgião quer que você saiba
O maior risco da reabilitação do manguito rotador não é a falta de esforço — é o excesso na hora errada. Entenda por que o protocolo específico por músculo operado faz toda a diferença entre uma recuperação segura e uma segunda cirurgia.
Dor no ombro: quando é manguito rotador e quando é outra coisa
Nem toda dor no ombro é manguito rotador. Impacto subacromial, bursite, tendinite, artrose e instabilidade têm sintomas parecidos mas tratamentos completamente diferentes. Saiba como diferenciar e quando consultar um especialista.
Tipoia após cirurgia do ombro: por quanto tempo e como usar corretamente
A tipoia é sua maior aliada nos primeiros meses após a cirurgia. Mas usá-la errado — ou tirar antes da hora — pode comprometer tudo que foi feito na sala de operação. Veja as orientações exatas do cirurgião.
Cirurgia do Manguito Rotador: o que esperar antes, durante e depois
A cirurgia de reparo do manguito rotador é um dos procedimentos ortopédicos mais realizados no Brasil. O manguito rotador — grupo de quatro músculos que estabilizam e movimentam o ombro — é vulnerável a lesões por desgaste, trauma ou esforço repetitivo. Quando o tratamento conservador não funciona, a cirurgia é indicada.
Em mais de 23 anos operando exclusivamente o ombro, vejo que o maior fator de sucesso não é apenas a técnica cirúrgica — é o que acontece depois da operação. Pacientes bem informados têm resultados dramaticamente melhores.
Antes da cirurgia: o que você precisa saber
A indicação cirúrgica depende de alguns fatores: tamanho da lesão, falha do tratamento conservador por pelo menos 3 a 6 meses, idade e nível de atividade do paciente. Na consulta pré-operatória, o cirurgião vai detalhar qual ou quais tendões serão reparados — essa informação é fundamental para a reabilitação.
Durante a cirurgia: o que acontece
Na grande maioria dos casos, a cirurgia é feita por artroscopia — um procedimento minimamente invasivo com câmera e instrumentos pequenos, sem grandes cortes. O cirurgião costura o tendão de volta ao osso usando âncoras especiais e fios resistentes.
Pense nos tendões como tecidos que estavam descolados do osso. A cirurgia os refixar — mas eles precisam de tempo para cicatrizar completamente nessa nova posição. É exatamente por isso que os primeiros meses são tão críticos.
Depois da cirurgia: as 3 fases
Fase 1 — Proteção (0 a 30 dias)
O objetivo único desta fase é proteger o tendão recém-operado. Usar a tipoia continuamente — tirando apenas para tomar banho — é obrigatório. Não se deve forçar nenhum movimento do braço operado. O peso do próprio braço já é considerado uma carga nessa fase.
Fase 2 — Recuperação de movimentos (30 a 90 dias)
A partir do 30° dia, exercícios passivos são introduzidos — sem usar a força do braço operado. O fisioterapeuta move o braço, ou você usa o outro braço para auxiliar. Essa fase dura até os 3 meses, quando os tendões já têm cicatrização suficiente para suportar mais carga.
Fase 3 — Fortalecimento (após 3 meses)
Só a partir dos 3 meses os exercícios de força são liberados. A força próxima do normal volta após 1 ano da cirurgia. Paciência nessa fase é investimento.
Fatores que influenciam o resultado
- Tamanho da lesão — lesões menores têm maior taxa de sucesso
- Qualidade do osso — osteoporose pode dificultar a fixação
- Adesão ao protocolo de reabilitação — o fator mais controlável
- Experiência do cirurgião com esse tipo específico de cirurgia
- Presença de condições como artrite reumatoide
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- Febre acima de 38°C
- Vermelhidão intensa ou calor excessivo na região operada
- Inchaço crescente após os primeiros dias
- Dor intensa que não melhora com os medicamentos prescritos
- Sensação de que algo "cedeu" ou "estourou" no ombro
A cirurgia do manguito rotador tem alta taxa de sucesso quando combinada com reabilitação adequada. Informe-se, siga o protocolo e confie no processo.
Fratura do Úmero Proximal: quando operar e qual técnica usar
A fratura do úmero proximal — a parte do osso do braço que se articula com o ombro — é uma das fraturas mais comuns em adultos acima de 60 anos, especialmente em mulheres com osteoporose. Corresponde a aproximadamente 5% de todas as fraturas no adulto.
Em 700 cirurgias dessa fratura realizadas ao longo de 23 anos, aprendi que a decisão entre tratar de forma conservadora ou operar — e qual técnica usar — é o que mais impacta o resultado final.
Quando tratar sem cirurgia
Cerca de 80% das fraturas do úmero proximal podem ser tratadas de forma conservadora, com imobilização e fisioterapia. Isso se aplica quando:
- A fratura tem pouco desvio (os fragmentos estão alinhados)
- O paciente é idoso com baixa demanda funcional
- O paciente tem condições clínicas que aumentam o risco cirúrgico
- Não há comprometimento vascular ou neurológico
Quando a cirurgia é necessária
A cirurgia é indicada quando a fratura tem desvio significativo — especialmente em fraturas de 3 e 4 fragmentos — ou quando o tratamento conservador não proporciona estabilidade suficiente. Outros fatores que indicam cirurgia:
- Fratura-luxação (quando o úmero saiu da articulação)
- Paciente jovem e ativo com fratura desviada
- Falha do tratamento conservador
A Técnica Cattabriga: fixação minimamente invasiva com fio de Kirschner
Ao longo de 23 anos, desenvolvi e aprimorei uma técnica de fixação minimamente invasiva que usa fios de Kirschner — um material de baixo custo — em vez de placas bloqueadas caras.
A técnica foi publicada na Revista de Técnica em Ortopedia e já foi aplicada em mais de 700 casos, incluindo 94 apenas em 2025.
Complicações que você precisa conhecer
Necrose avascular
Ocorre quando o suprimento sanguíneo para a cabeça do úmero é comprometido. É mais comum em fraturas de 4 fragmentos. Técnicas minimamente invasivas reduzem esse risco ao preservar melhor os tecidos moles.
Falha de fixação
Mais comum em osso osteoporótico quando se usa placa. A técnica com fios de Kirschner distribui melhor as forças e tem menor taxa de falha nesse perfil de paciente.
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Após a cirurgia, o protocolo de reabilitação é progressivo. O ombro precisa de tempo para recuperar a amplitude de movimentos — e o fisioterapeuta precisa conhecer os detalhes da fixação realizada para não sobrecarregar a região antes da hora.
Fisioterapia após cirurgia do ombro: o que o cirurgião quer que você saiba
Em mais de 23 anos de cirurgia do ombro, o que mais me preocupa no pós-operatório não é a técnica cirúrgica — é o que acontece quando o paciente chega ao fisioterapeuta. Nem sempre o fisioterapeuta tem experiência específica com esse tipo de cirurgia.
O resultado: um movimento ou carga precoce pode comprometer toda a operação. E uma segunda cirurgia é sempre mais difícil que a primeira.
O erro mais comum na fisioterapia pós-operatória
Aplicar carga ou movimento antes da hora. Os tendões operados são costurados ao osso com âncoras e fios. Nos primeiros meses, eles estão cicatrizando — e qualquer esforço excessivo pode soltar essa fixação.
Por que o protocolo específico por músculo é fundamental
O manguito rotador tem 4 músculos principais: supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor. Cada um tem uma função diferente — e quando um deles é operado, o protocolo de reabilitação muda completamente.
Supraespinhal (o mais operado)
A abertura da axila pode começar a partir do 15° dia. Rotação interna e externa ativas só a partir do 30° dia. Exercícios com carga só após 3 meses.
Subescapular
A rotação interna passiva pode começar a partir do 30° dia — mas nunca ativa nesse período. O músculo operado não pode ser contraído nos primeiros 3 meses.
Infraespinhal
Rotação externa passiva até 3 meses. Rotação interna ativa pode começar após 30 dias, pois é o músculo oposto ao operado.
O que fazer quando não sabe qual músculo foi operado
Se o fisioterapeuta ou paciente não sabe qual músculo foi operado — o que é mais comum do que deveria — o protocolo mais seguro é iniciar apenas exercícios passivos após 30 dias, e aguardar liberação médica para qualquer exercício ativo.
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📘 Baixar o eBook — R$97Dor no ombro: quando é manguito rotador e quando é outra coisa
A dor no ombro é a terceira queixa musculoesquelética mais comum nos consultórios de ortopedia, atrás apenas de dor lombar e dor no joelho. E nem toda dor no ombro é manguito rotador — embora seja a causa mais frequente.
Confundir o diagnóstico significa receber o tratamento errado — e continuar com dor por meses ou anos sem necessidade.
Principais causas de dor no ombro
Lesão do manguito rotador
É a causa mais comum em adultos acima de 40 anos. A dor costuma piorar ao levantar o braço acima da cabeça ou ao dormir sobre o ombro afetado. Pode ser desde uma tendinite leve até uma ruptura completa.
Síndrome do impacto subacromial
Ocorre quando os tendões do manguito ficam "pinçados" entre o úmero e o acrômio durante o movimento. A dor é característica ao elevar o braço entre 60° e 120°. Pode coexistir com lesão do manguito.
Bursite subacromial
Inflamação da bolsa que fica entre o manguito e o acrômio. Dor aguda, muitas vezes com início súbito. Responde bem a anti-inflamatórios e infiltração.
Instabilidade do ombro
Mais comum em jovens — especialmente após uma luxação. Sensação de que o ombro "vai sair do lugar". Exige avaliação específica e, frequentemente, cirurgia artroscópica.
Artrose acromioclavicular
Dor localizada na parte superior do ombro, especialmente ao cruzar o braço na frente do corpo. Comum em pessoas que fazem musculação há muitos anos.
Como diferenciar: os sinais que importam
- Dor ao levantar o braço acima de 90° → suspeita de lesão do manguito ou impacto
- Dor à noite ao deitar sobre o ombro → sinal clássico de manguito rotador
- Fraqueza ao elevar o braço → indica lesão muscular significativa
- Ombro "saindo do lugar" → instabilidade, comum em jovens
- Dor na parte de cima do ombro ao cruzar o braço → articulação acromioclavicular
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💬 Agendar consulta — WhatsAppTipoia após cirurgia do ombro: por quanto tempo e como usar corretamente
A tipoia é o símbolo visual do pós-operatório do ombro. E também é um dos pontos onde mais vejo erro: pacientes que tiram cedo demais, que usam errado, ou que não entendem por que ela é tão importante.
Neste artigo, explico exatamente como funciona a tipoia após a cirurgia do manguito rotador — com base em 23 anos de prática cirúrgica.
Por que a tipoia é tão importante
Após a cirurgia, os tendões estão fixados ao osso, mas ainda cicatrizando. O braço sem suporte exerce tração constante sobre essa fixação — mesmo sem nenhum movimento intencional.
A tipoia elimina essa tração. Ela imobiliza o braço ao lado do corpo, protegendo os pontos internos que seguram o tendão. Sem a tipoia, até movimentos involuntários — como tentar pegar algo que está caindo — podem comprometer a cirurgia.
Por quanto tempo usar a tipoia
O tempo varia conforme o músculo operado e o tamanho da lesão:
- Supraespinhal: tipoia por 30 dias. Após isso, pode retirar em casa em momentos seguros, mas manter ao dormir e na rua por mais 30 dias.
- Subescapular e infraespinhal: tipoia contínua por 30 a 45 dias, conforme orientação do cirurgião.
- Lesões extensas: podem exigir uso por até 6 semanas.
Como usar a tipoia corretamente
- O cotovelo deve ficar dobrado a aproximadamente 90°, ao lado do corpo
- O braço deve repousar dentro da tipoia — não "pendurado"
- Ajuste a alça para que o ombro não fique caído para frente
- Use por baixo de blusas largas ou por cima se necessário
Exercícios que podem ser feitos com a tipoia
Desde o primeiro dia, exercícios de pescoço, ombros, cotovelo, punho e dedos são importantes — e seguros. Eles reduzem o inchaço e a tensão muscular. A tipoia não precisa ser retirada para a maioria desses exercícios.
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